Rio cercado por mata nativa na região de Teixeira de Freitas
A cidade

Sobre Teixeira de Freitas

De povoado às margens do rio Itanhém à capital comercial do extremo sul da Bahia.

O começo, à beira do Itanhém

A história da cidade começa em um pequeno povoado formado às margens do rio Itanhém, num tempo em que a atividade econômica da região girava em torno da extração de madeira de lei. Antes de receber o nome atual, o lugar foi chamado de São José do Itanhém, Comércio dos Pretos e Tira Banha — apelidos que contam, cada um à sua maneira, a rotina de quem vivia e comerciava por ali.

1957: o nome que ficou

Em 1957 o povoado passou a se chamar oficialmente Teixeira de Freitas, em homenagem a Mário Augusto Teixeira de Freitas, reconhecido como o pai da estatística brasileira e idealizador do IBGE. O nome marcou o início de uma nova fase, em que o pequeno entroncamento passou a aparecer no mapa da região.

Movimento de comércio e pedestres em avenida central de cidade do interior da Bahia
O comércio é, até hoje, o coração econômico da cidade.

Madeira, gado e a chegada da BR-101

Entre as décadas de 1960 e 1970 a cidade cresceu depressa. Indústrias madeireiras se instalaram na região, a agropecuária ganhou força e famílias vindas de outros estados chegaram atrás de trabalho e de terra. A construção da BR-101 foi decisiva: com a rodovia cortando o extremo sul baiano, Teixeira de Freitas se transformou em ponto de passagem, parada e negócio para toda a região.

1984 e 1985: a emancipação

Em 1984 a população foi às urnas em um plebiscito para decidir o próprio futuro: emancipar-se de Alcobaça e Caravelas, os municípios aos quais o território pertencia. A decisão foi pela independência, e a emancipação política foi oficializada em 9 de maio de 1985 — data que a cidade celebra como seu aniversário.

Hoje: capital do Extremo Sul baiano

Poucas décadas depois da emancipação, Teixeira de Freitas é a 8ª maior cidade da Bahia e é chamada de capital do Extremo Sul baiano. Concentra comércio, serviços, saúde e educação para dezenas de municípios vizinhos, recebendo todos os dias moradores de toda a região. Entre os marcos locais estão a Fazenda Cascata, a Igreja Matriz de São Pedro e a Biquinha.

Esse crescimento constante explica o movimento do mercado imobiliário local: bairros que eram periferia viraram centro, novos loteamentos surgem a cada ano e a procura por aluguel acompanha a chegada de quem vem estudar, trabalhar ou abrir um negócio na cidade.

Igreja simples com torre de sino em praça de cidade brasileira do interiorRio e vegetação nativa da região do extremo sul da Bahia

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